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Mente e corpo são “expressões diferentes da mesma coisa ou dimensão”. O que ocorre em uma influencia na outra e vice-versa. Assim, uma pessoa deprimida tem um corpo decaído. Por outro lado, uma pessoa que sofre um acidente fica abalada emocionalmente e, quanto mais grave esse acidente, maior a influência em seu emocional. O corpo fala e a mente não mente.
Com o corpo em mente, a psicologia analítica atua vendo o indivíduo como um todo, com suas polaridades, singularidade e individualidade. Um sintoma físico significa que não foi dada a devida atenção a um sintoma psíquico e que as emoções foram negligenciadas além dos sonhos (aqueles que se tem quando se dorme). Daí, algo que poderia ser resolvido na dimensão psíquica ou simbólica sem dor, concretiza-se no corpo para que o indivíduo tome consciência de si e progrida rumo a sua individuação.
Isso pode ser dito de outra maneira como expresso no “aviso” a seguir, que foi escrito na porta de um consultório (de autoria desconhecida, texto retirado da internet, sendo de domínio público):
“O resfriado ocorre quando o corpo não chora;
A garganta entope quando não é possível comunicar as aflições;
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair;
O diabetes invade quando a solidão dói;
O corpo engorda quando a insatisfação aperta;
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam;
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar;
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável;
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas;
O peito aperta quando o orgulho escraviza;
O coração enfarta quando chega a ingratidão;
A pressão sobe quando o medo aprisiona;
As neuroses paralisam quando a ‘criança interna’ tiraniza.”
Normalmente, o(s) sintoma(s) ocorre(m) três dias depois do “acontecido”. Para se cu-rar, descubra o que o prejudicou colocando-o para fora, em conversa com amigos. Se is-so não ajudar, procure um profissional da psi-cologia que entenda a simbologia do corpo.
Dr. José Antonio de Oliveira é
psicólogo junguiano (11-3446-4652)