Por que ter medo de dirigir?
José Maria Cayres Lopes e Glaucy Cayres Lopes

Início de ano é sempre a época em que fazemos novos planos para vivermos melhor, mais realizados e mais felizes. Que tal, então, decidir por viver sem MEDO? Medo de altura, de sair de casa, de mudar de vida, medo de errar, medo de dirigir... Qual é o seu medo? Seja qual for, ele o impede de dirigir a sua própria vida.
No caso do medo de dirigir um automóvel, muitas vezes tendo habilitação, ele impede o acesso da pessoa a diversas oportunidades na vida, limita o seu tempo e até a mantém como dependente de outras pessoas, o que ajuda a rebaixar sua autoestima. Dirigir otimiza o tempo, viabiliza o cumprimento dos objetivos de vida e nos dá independência e, como consequência, a autoconfiança. Quem tem medo de dirigir e não enfrenta este medo procurando ajuda, muitas vezes não consegue alcançar as próprias metas, pois depende do tempo de outras pessoas, e o tempo está cada vez mais curto... Para não confrontar as consequências do medo, deixa de fazer planos e ter objetivos na vida, pois ‘não tem tempo’ de realizá-los. E perde boas oportunidades de viver e se realizar plenamente.
O medo de dirigir tem várias causas: insegurança por falta de habilidade, medo de errar, de dirigir em rampa, de que o carro morra, medo de quem está atrás, de bater em outro carro, trauma por algum acidente etc.
Se essas dificuldades não forem trabalhadas, podem criar problemas maiores. Começa pela queda da autoestima, sentindo-se incapaz. Mais do que assumir o controle do carro, tratar o medo de dirigir é ter uma vida saudável em todos os aspectos, pois a autoestima baixa pode comprometer o desempenho profissional, os relacionamentos afetivos e familiares e até chegar a uma depressão. O melhor caminho é assumir o medo e buscar ajuda.
Na CRTRAN, é realizado um trabalho conjunto do psicólogo clínico e da educadora de trânsito. Na clínica, muitas pessoas relatam que, diante do carro, têm tremor nos braços e pernas, aumento da sudorese e do bati-mento cardíaco etc. Estão diante de um transtorno de ansiedade, que será tratado com técnicas da terapia cognitiva e da terapia comportamental.
Superada esta etapa, começa a preparação para as aulas práticas com a educadora de trânsito. O objetivo é que a pessoa se relacione de forma saudável com o veículo e enfrente o trânsito com segurança e naturalidade.
Na CRTRAN, você também pode se tratar de ansiedade, fobias, síndrome do pânico, hipocondria, TOC e depressão.

José Maria Cayres Lopes é psicólogo clínico e de trânsito e Glaucy Cayres Lopes é psicóloga e educadora de trânsito, e trabalham na CRTRAN, à R. 15 de Novembro, 1.088.
Tel.: 11-2816-3995.