Halitose (mau hálito)
Dra. Valquiria R. Cipolato

A halitose ou mau hálito é uma alteração do hálito que o torna desagradável, podendo significar ou não uma mudança patológica. É um sinal de que alguma disfunção orgânica ou fisiológica está acontecendo. A halitose não significa apenas uma doença, mas também uma alteração fisiológica, como a halitose matinal, que a maioria das pessoas tem. A halitose é um problema de saúde com conseqüências sociais e afetivas sérias e atinge mais de 40% da população.
A halitose geralmente está associada à existência de cáries, má higiene bucal e principalmente doença periodontal, porém pode ter outras origens não muito comuns, como respiratória (sinusite e amidalite), digestiva (refluxo, azia, tumores e úlcera) e origem metabólica/sistêmica (diabetes, alterações hormonais, secura da boca e stress).
A halitose matinal está relacionada com redução da quantidade de saliva durante o sono, ocorrendo a degradação de células esfoliadas que permanecem na boca durante o sono e causam um odor desagradável ao acordar. Essa halitose matinal deve desaparecer após a higiene bucal da manhã. A halitose de origem alimentar é causada pela ingestão de alimentos como alho, cebola, condimentos, jejum prolongado e bebidas alcoólicas.
Seja qual for a causa da halitose, a higiene bucal é fundamental para o sucesso do tratamento, além da eliminação da sua respectiva causa. É obrigatório que, além da escovação e do uso do fio dental, seja feita a limpeza diária da língua após as refeições e ao deitar, evitando o acúmulo de bactérias. Consultas com o dentista devem ser realizadas com freqüência, principalmente quando o paciente for portador de várias restaurações, próteses fixas, coroas e implantes, pois pode haver áreas que retenham restos de alimentos, dificultando a higiene e agravando o problema da halitose. Trabalhos com problemas devem sempre ser trocados.
Algumas dicas: uso de fio dental e boa es-covação, limpando a língua, após cada refeição; visitas regulares ao dentista; realização de bochechos com produtos antissép-ticos quando houver indicação profissional; ter uma dieta balanceada; beber dois litros de água por dia; controlar o stress; evitar o excesso de comidas gordurosas, cigarros, café, frituras e álcool.

Dra. Valquiria R. Cipolato é especialista em Periodontia e mestranda em Ciências da Saúde na FCM/Unicamp
(11-2434-3744)