O triângulo amoroso: o casal e o ronco.
Cintia Fabiane Massarenti

Roncar não é normal. O ronco é um sinal de alerta deuma grave doença: a apnéia do sono, a obstrução completa das vias respiratórias durante o sono. A apnéia do sono produz uma série de alterações no organismo. Leva a uma menor oxigenação do coração, do cérebro e de outros órgãos.
Mas, afinal, por que dormimos? Dormir é uma função biológica essencial para manutenção da vida, tão importante como comer, beber ou respirar. O ruído do ronco é um fenômeno acústico bastante completo. É um fenômeno físico. Depende da interação entre vários músculos localizados na garganta. Estes não estão lá para produzir som, mas para outras funções, como deglutir, direcionar os alimentos para o esôfago e daí para o estômago, direcionar o ar da respiração para os pulmões. Ocorre que a capacidade de se fechar das paredes que formam a estrutura das vias respiratórias depende do estado funcional destes músculos. Quando o ar encontra uma obstrução incompleta nas vias respiratórias, a pressão que ele exerce ao passar pela garganta força a abertura e leva à vibração nesta área de obstrução, causando o ronco. Quando essa resistência é tão grande que não pode ser ven-cida, o ar não passa adiante. Sendo assim, verificamos: não há barulho (ausência do ronco) e não há respiração (apnéia).
Os principais sintomas relatados durante o dia por alguém que ronca: sonolência excessiva, falta de memória, dificuldade de concentração, fadiga, depressão e/ou ansiedade, alteração da personalidade, distúrbios do comportamento, entre outros. Durante a noite: ronco, apnéia testemunhada, engasgos, falta de ar, movimento corporal aumentado ao longo da noite.
Se você tem ou conhece alguém que tenha, você não está sozinho, venha fazer uma avaliação!

Cintia Fabiane Massarenti é fonoaudióloga especialista em voz (11-4586-2729).