Imagine todas as pessoas vivendo pelo hoje... Imagine que não exista nenhum país... Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz... Você talvez diga que sou um sonhador, mas eu não sou o único, eu espero que algum dia você se junte a nós e o mundo viverá como um único”.
Essa linda canção de John Lennon é uma perfeita tradução do movimento das Danças Circulares. Com inúmeras rodas espalhadas pelo mundo, todos podem fazer parte desse círculo, que tem como principal virtude acolher as diferenças e promover o encontro das semelhanças. Diversas culturas, crenças, religiões, tradições, costumes e pessoas tornam-se conterrâneos nessa roda, sem perder suas particularidades.
O movimento das Danças Circulares teve início em 1976, com o bailarino alemão Bernhard Wosien, na Comunidade de Find-horn (Escócia), um vilarejo voltado para o desenvolvimento humano, onde vivem pessoas de vários cantos do mundo. Em meados dos anos 80, alguns brasileiros que visitavam Find-horn se encantaram com as Danças Circulares e começaram a trazê-las para o Brasil, que é, atualmente, um dos países com maior número de rodas. Hoje, podemos ver rodas de danças nas escolas, empresas, parques, hospitais, e com os mais diversos participantes, pois todos cabem nesse círculo: crianças ou idosos, homens ou mulheres, quem nunca dançou ou exímios bailarinos.
As coreografias tradicionais nos contam sobre a cultura e costumes dos mais diversos povos e as contemporâneas nos dizem das aspirações para o momento que vivemos e ambas são repletas de símbolos que brotam da nossa alma. Algumas são alegres e vibrantes, outras mais introspectivas e meditativas como os momentos que enfrentamos ao longo da nossa vida.
Além dos ganhos físicos que podemos obter com essas danças – consciência corporal, estímulos neurológicos, entre outros –, elas também nos ajudam a aliviar o fardo da vida, ampliando a consciência da nossa alma e convocando todos os nossos personagens internos a bailar: a criança, o sábio, o herói...
Você também pode fazer parte dessa roda. Nossos encontros acontecem às segundas-feiras, das 20h às 21h, na R. Henrique Olaf Hedman, 237, V. Municipal. Tels. 11-4521-7722 e 9863-4259.
Vanessa Juliana Pavan é psicóloga formada pela UNESP com especialização em Cinesiologia Psicológica pelo Instituto Sedes Sapientiae e focalizadora de Danças Circulares desde 1996, com formação pelo Centro de Estudos TRIOM.