A celulite e as novas armas para combatê-la
Dra. Vanessa Garbim

Um dos maiores problemas das mulheres, mesmo das mais regradas e das magrinhas, a celulite atinge em média 90% das mulheres e o número de casos vem aumentando com o tempo. Se analisarmos, por exemplo, três gerações – avó, mãe e filha –, perceberemos que a jovem tem a pele mais flácida e acometida pelo grande “mal”.
Existem graus diferentes para classificação da celulite. No grau 1, nada se percebe a olho nu; porém, ao se apertar a pele, os nódulos são vistos. No grau IV existem nódulos, fibrose e dor. Os graus são subdivididos e as características são ainda mais detalhadas, onde levamos em conta a flacidez e o envelhecimento da pele. Estes dados ajudarão a definir o tratamento mais eficaz.
Tecnologias diferentes, como radiofreqüência e infravermelho, conseguem atingir a celulite penetrando a epiderme com segurança, destruindo os nódulos de gordura e melhorando a textura da pele. Geralmente, como a celulite é uma doença multifatorial, necessitamos agregar vários tratamentos para combater em conjunto o problema.
O Accent XL, radiofreqüência, que quebra as células de gordura, estimula a produção e regenera fibras de colá-geno, promovendo lifting da região. Com a nova ponteira uniforme específica para celulite, o tratamento ficou ainda mais eficiente.
O Ultracontour, ul-trassom focado, com sua ponteira U lift, quebra as tramas de fibrose e rompe as células de gordura.
O Velashape está desembarcando no Brasil. Ele reúne três métodos – radiofreqüência, infravermelho e endermologia –, combatendo a flaci-dez, a gordura da região e as tramas de fibrose.
A intradermoterapia também é uma forma de combatê-la, mais barata que os outros tratamentos, mas com o inconveniente de ser injetável. Apresenta também ótimos resultados.
Uma nova técnica rápida, porém de alto custo, é o uso de ácido hialurôni-co para preenchimento das cavidades das celulites. Consagrado para rugas e sulcos faciais, este método “acaba” com o aspecto de casca de laranja e dura em média de seis meses a um ano.
Porém, não existem milagres. De-ve-se ter a consciência de que precisamos ter uma alimentação balanceada, rica em fibras, cereais, frutas, le-gumes e verduras, evitar frituras, cafés, chocolates e bebidas alcoólicas. Atividade física regular e drenagem linfática semanal são importantes para nos mantermos longe deste “mal”.

Dra. Vanessa Garbim é médica e atua
na Clínica La Vanité (CRM 101593)