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Com a chegada do inverno, a rinite alérgica torna-se uma patologia mais freqüente entre as pessoas. A alergia, também chamada de reação de hipersensibili-dade, é uma resposta exagerada do sistema de defesa, quando o organismo é exposto a uma determinada substância estranha.
As alergias resultam de uma combinação da bagagem genética individual, que torna o organismo de algumas pessoas mais sensível, com fatores agressivos presentes no ambiente, chamados alérgenos. Os mais comuns estão dentro do próprio domicílio. São os ácaros encontrados na poeira, restos e fezes de baratas, mofo, pêlos de animais domésticos, fumaça de cigarro, pólen e esporos de fungos, além de certos alimentos, medicamentos e produtos químicos.
A rinite alérgica não é contagiosa, não passa de pessoa para pessoa com o convívio social ou íntimo. Os pais podem transmitir para os filhos através dos genes, das suas características familiares; por isso, pais e filhos muitas vezes têm sintomas semelhantes.
Os sintomas mais freqüentes da rinite alérgica incluem espirros constantes, coriza, sensação de nariz entupido ou de ‘cabeça pesada’, coceira nos olhos, no nariz, no céu da boca e na garganta. Como os sintomas são parecidos com os de gripe e resfriado, a rinite costuma ser subdiagnosticada, o que causa prejuízos pra quem sofre do problema.
Uma das formas mais importantes de combater as crises de rinite é a prevenção. Deve-se manter os ambientes limpos, remover tapetes, carpetes e bichos de pelúcia; usar pano úmido em casa para limpar chão e paredes; deixar os ambientes ventilados, proteger travesseiros e colchões com capas impermeáveis, evitar odores fortes como perfumes, cigarros, produtos de limpeza, tintas e inseticidas; lavar roupas de cama freqüentemente.
Quem tem rinite alérgica pode viver sem sintomas, como qualquer um, quando a rinite for tratada corretamente. O tratamento pode ser feito por meio da administração oral de comprimidos, da inalação de medicamentos tópicos nas fossas nasais ou de injeção intramuscular de substâncias. O uso dos vários medicamentos disponíveis depende dos sintomas presentes em cada caso e sua intensidade. Pode-se ainda tratar o paciente alérgico por meio da administração cuidadosa de alérgenos para modificar sua resposta imunológica. Esse tratamento é chamado de imunoterapia.
Deve-se evitar o uso prolongado de soluções vasoconstritoras (que comprimem os vasos sangüíneos) tópicas nasais, pelos possíveis riscos de efeitos colaterais sistêmicos destes medicamentos e também por provocarem piora dos sintomas a longo prazo (rinite medicamentosa). Cirurgias também podem ser realizadas nos casos rebeldes ao tratamento clínico. O controle ambiental é fundamental para o sucesso.
Na suspeita, procure um médico de sua confiança para um tratamento adequado.
Dra. Paula Carleti é médica residente em Clínica Médica (CRM 136051)