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Sabe aquele desejo de consumir qualquer tipo de carboidrato refinado (açúcar, pães, doces, massas e chocolate) que se manifesta normalmente no final da tarde? Essa vontade surge quando o nível de açúcar no sangue está desequilibrado, e é sinal de que seu organismo está com queda de açúcar no sangue, conhecido como hipoglicemia, que faz com que o desejo pelo açúcar seja ainda maior. O organismo torna-se vítima de um efeito gangorra, em que os níveis de açúcar no sangue ficam ora altos, ora baixos demais. É por isso que, se você começar a comer um doce, um pão branco ou um chocolate, acaba querendo mais.
A carência de cromo, manganês e mag-nésio, micronutrientes envolvidos no metabolismo da glicose, provoca o desejo de consumir açúcar compulsivamente. O cromo tem ação fundamental no metabolismo da glicose, pois potencializa os efeitos da insulina, melhorando a captação da glicose circulante pelas células. O consumo exagerado de alimentos refinados, principalmente a farinha de trigo branca e açúcar refinado, depleta o organismo nesse mineral. O cromo, em níveis plasmáticos baixos, desequilibra a glicemia, causando mais vontade pela busca de alimentos refinados, desencadeando assim um ciclo vicioso.
Portanto, a melhor maneira de cortar a dependência química do açúcar é evitar o consumo dos alimentos refinados: doce, pães e massas, que se comportam como açúcar no sangue. É preciso sustentar o organismo com alimentos integrais e repletos de nutrientes para equilibrar a glicose. Os cereais integrais, as verduras frescas, folhas verdes, frutas secas, sementes como abóbora e girassol e as frutas são ótimas opções com cromo, manganês e magnésio. O inhame, a batata doce e a abóbora são excelentes fontes de carboidratos. Eles ajudam a conter a vontade de ingerir doces e não elevam o nível de açúcar no sangue.
Outra conseqüência do excesso de açúcar é a indisposição, sentir-se cansado o tempo todo. O excesso de açúcar pode levar à redução dos movimentos gastrointestinais, com diminuição da digestão e funcionamento do intestino mais lento, alterando a flora e o pH intestinal. Isso favorece a proliferação de fungos e más bactérias (patogênicas). Pode também alterar os níveis de triglicerí-deos séricos e ainda pode causar hiperati-vidade, agitação e irritabilidade.
Cintia de Castro Gimenes é nutricionista clínica e esportiva
(11-4586-6965, cintia@espacoagir.com.br, www.espacoagir.com.br)