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| José Maria Cayres e Glaucy Cayres Lopes |
O medo de dirigir atinge as pessoas sem distinção de sexo nem idade. Vários fatores estão ligados a este problema que desencadeia tremedeira nas pernas e taquicardia à simples visão de um carro.
O que fazer? Buscar ajuda de um profissional especializado, garante quem viveu anos no medo, decidiu enfrentá-lo e venceu. Como? Com o trabalho conjunto desenvolvido há dez anos pelo psicólogo José Maria Cayres Lopes e pela educadora de trânsito e psicóloga Glaucy Cayres Lopes no CRTran (R. 15 de Novembro, 1.088, tel. 2816-3995). Aqui, o depoimento de quatro mulheres que venceram o medo.
- S.Z., 50 anos, funcionária pública – Há 8 meses, quando procurei ajuda, estava deprimida e com a auto-estima baixa. Precisava mudar alguns parâmetros de minha vida, e um deles era voltar a dirigir após 15 anos. Nas sessões, trabalhamos os medos e as ansiedades, desmistificando os fantasmas. Assim voltei a dirigir e hoje vejo como o carro facilita meu dia-a-dia. Gastava uma hora e meia para ir ao trabalho e hoje chego em meia hora. Sinto que estou começando a dirigir minha própria vida.
- Isilda, 48 anos, dona-de-casa – Fiquei sem dirigir por mais de 25 anos. Decidi voltar a dirigir, mas não foi fácil tomar iniciativa. Uma pessoa amiga me deu um papel com o escrito ‘Medo de dirigir?’ e o telefone do CRTran. Guardei o papel por meses e um dia, de impulso, liguei, conversei com a dra. Glaucy sobre o tratamento, mas tornei a guardar o papel. Até marcar a consulta foram mais de três meses. Iniciei o tratamento e, com o tempo, consegui romper as barreiras do meu medo. Consegui enxergar que um carro é uma máquina e não um monstro que me fazia, só de pensar em sentar ao volante, sentir aquele baque no estômago, tremer inteira e as mãos suarem. Hoje sou uma pessoa mais confiante, resolvo muitos problemas sem depender de filho ou marido, tornei-me uma pessoa mais independente e feliz.
- R.H.G., 50 anos, bancária aposentada – Sempre tive muito medo de dirigir. Tirei carta há 20 anos, mas nunca dirigi. Até que senti a necessidade de dirigir. Renovei a carta, fiz aulas na auto-escola. O instrutor sabia como ensinar a dirigir, mas não como enfrentar o medo. Então soube que havia psicólogos especializados em fobia de trânsito. No início foi difícil, mas com persistência o carro deixou de ser um monstro e passou a ser um aliado. Agora vou para onde precisar sem depender de carona nem gastar com táxi. É uma sensação de liberdade e independência. Se eu consegui, qualquer um consegue.
- C.M., 41 anos, assistente social – Tenho habilitação desde 1987, mas dirigi poucas vezes e, por medo, parei. Tentei voltar várias vezes. Retornei à auto-escola, tentei fazer aulas com familiares, mas quando tentava dirigir sozinha não conseguia superar o medo. Aí comecei a pensar que não havia nascido para dirigir. Mas em 2007 conheci o CRTran e fiz o tratamento. Hoje tenho meu carro e dirijo em lugares que nunca imaginei que pudesse.