Falando do medo de dirigir
José Maria Cayres Lopes e Glaucy Cayres Lopes

Dirigir é cada vez mais imprescindível, pois, para cumprirmos nossas metas, precisamos nos deslocar para vários locais – e o carro otimiza o tempo para viabilizar nossos objetivos. Ainda assim, muitas pessoas que têm habilitação não dirigem por medo, e acabam dependendo de outras pessoas para cumprirem as próprias metas.

Com o tempo, essas pessoas deixam de ter metas, de buscar seus objetivos, pois para tanto é preciso ter tempo. Dizem não ter tempo de cuidar da saúde, de se reciclar e até de se divertir. A pessoa começa a ter dificuldade de dirigir a própria vida, esquivando-se de participar de muitas coisas que poderia, se dirigisse.

São muitos os motivos que levam uma pessoa a ter medo de dirigir: insegurança pela falta de habilidade, medo de passar vexame, medo de ladeiras, de quem está atrás, de atrapalhar o trânsito, de bater em outros carros, trauma por algum acidente etc. Se essas dificuldades não forem trabalhadas, podem causar problemas maiores. Geralmente, quem tem medo de dirigir pensa que só ela tem esse problema e isso leva ao rebaixamento da auto-estima. A pessoa se sente fracassada e incapaz.

Mais do que assumir o controle do carro, tratar o medo de dirigir é ter uma vida saudável em todos os aspectos, pois a auto-estima baixa pode comprometer o desempenho profissional, os relacionamentos afetivos e familiares e até chegar a uma depressão. O melhor caminho é assumir o medo e buscar ajuda de um psicólogo especialista. O medo de dirigir pode ser enfrentado e superado por um conjunto de ações combinando técnicas psicológicas e técnicas empregadas na condução de um veículo.

Isso é possível por meio de um trabalho em conjunto do psicólogo clínico e do trânsito José Maria Cayres Lopes e da psicóloga e educadora de trânsito Glaucy Cayres Lopes, que atuam há 10 anos juntos na CRTRAN – R. 15 de Novembro, 1.088, tel. 11-2816-3995. Ao chegar à clínica, a pessoa relata que, quando tenta ou pensa em sair com o carro, dorme mal na véspera, as pernas tremem, tem transpiração excessiva, taquicardia, tonturas, dor de estômago, gagueira, pensamento confuso – está diante de um transtorno de ansiedade, que será tratado com técnicas da terapia cognitiva e da terapia comportamen-tal. Superada esta etapa, começa a preparação para as aulas práticas com a psicóloga e educadora de trânsito.

O objetivo é fazer com que a pessoa se relacione de forma saudável com o veículo e dirija com segurança e naturalidade. Na CRTRAN, você também pode se tratar da ansiedade, fobias, síndrome do pânico, hipocondria, TOC, depressão e problemas de relacionamento.