Regina Gomes
Morte!
Como é difícil a convivência com essa dura realidade!
Quem de nós não perdeu alguém querido na morte?
Ela reina, reina por toda parte, ceifando vidas, vidas ainda não plenamente vividas, vidas que têm muito a realizar, vidas com infinitos planos, projetos e sonhos. Vidas a quem não se permitirá realizar inúmeras atividades, como ler um bom livro, vidas a quem não se permitirá acordar toda manhã para dar um bom dia a um lindo novo dia de sol que se apresentará com o seu brilho de diamante, vidas a quem não se permitirá fazer a diferença na vida de outro alguém.
Para a morte nada disso importa, seu desejo é o de nos levar ao sofrimento e assim somos obrigados a “aceitar” a ausência daquele alguém a quem a morte de maneira impiedosa levou.
A morte é cruel! Ela não nos deixa escolhas: pranteamos iguais a loucos e às vezes quase enlouquecemos.
Isso faz sentido? Não! Não há sentido algum e então perguntamos: por quê? Por que há tanto sofrimento?
Acidentes, doenças, idades avançadas, assassinatos, enfim uma infinidade de imprevistos. Ela, a morte, está à espreita esperando uma brecha, por menor que seja para levar alguém, alguém a quem muitas vezes nem imaginávamos que ela levaria, alguém a quem não imaginávamos um momento sem sua presença!
A morte se vangloria com a nossa dor, nossas lágrimas, nosso aperto no peito.
Imploramos desesperadamente para que a morte vá embora de mãos vazias, não queremos e nem precisamos dela, ainda assim ela insiste em marcar presença.
Imploramos por mais um tempo, mas ela é cruel e implacável, não nos concede nenhum momento a mais.
O que nos resta após a morte de alguém a quem amamos?
Apenas as recordações! Nada mais poderemos fazer para nos redimir de alguma falha que talvez tenhamos cometido contra esta pessoa que se foi. Apenas lembranças!
Apenas boas lembranças de uma convivência que não nos será mais possível. Seus objetos pessoais nos farão lembrar! Como aquela roupa caía bem! Como aqueles sapatos a deixavam elegante! E o restaurante preferido? Conseguirá retornar ali novamente? Conseguirá abrir o cardápio e ver seu prato preferido, sem que as lembranças retornem? E as músicas? Como ouvir aquela canção sem a presença daquela pessoa? O cheiro, a voz e os horários em que esta pessoa geralmente retornava!
Como já dizia um grande compositor: “O tempo não pára”. Desta forma se faz necessário prosseguirmos em nossa jornada, seguirmos em frente e neste momento a ajuda de um profissional de psicologia pode ser de grande valor.
Regina Gomes é Gerente de Relacionamentos do grupo Psicologicamente Falando - Anexo Reflexo – Terapias Psicológicas. Entre em contato ou envie seus comentários: psicologicamentefalando@ig.com.br e 11-9402-5120.