Dr. Eudes José Ferigato Tarallo
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O problema, que antes
só preocupava por romper os padrões estéticos, chama cada vez mais a atenção de médicos e especialistas do mundo todo, por conta dos riscos que oferece à saúde pública. Há cerca de 40 milhões de pessoas com sobrepeso no País, das quais 10,5 milhões são consideradas obesas. Mas, afinal, o que é essa tal obesidade de que ouvimos falar tanto? A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmu-lo exagerado de gordura no organismo.
Isso ocorre quando o indivíduo ingere mais calorias do que o seu corpo precisa ou é capaz de gastar.
Dessa forma, o valor energético consumido é convertido em gordura, aumentando excessivamente seu peso. As causas do distúrbio são diversas. Apenas 5% dos casos estão associados a um único motivo. Trata-se de um problema multifatorial. Entram questões genéticas como a hereditariedade, os aspectos físicos, como os distúrbios metabólicos, e também os fatores ambientais, como os hábitos alimentares, a influência do marke-ting na dieta e a diminuição da atividade física.
Além disso, o fato de as pessoas passarem muito tempo em frente aos computadores e televisores e usarem meios de transporte motorizados favorece o acúmulo de energia. Mais do que fechar a boca, mexer o corpo e cuidar da mente, obesidade requer alterações nas questões educacionais. Os índices de obesidade infantil, por exemplo, crescem assustadoramente. Isso é fruto de pais superprotetores, incapazes de impor limites aos seus filhos, tanto na hora da alimentação quanto em relação ao tempo de permanência na companhia do videogame. Traumas emocionais, desenvolvidos principalmente na infância, também podem levar à compulsão alimentar.
A gordura seria então uma espécie de capa que protege e priva a pessoa de uma realidade não favorável. Por isso se faz indispensável o tratamento multidisciplinar: controlando os distúrbios metabólicos, reeducando a alimentação do paciente, orientando atividades e controlando a parte emocional, de modo que as frustrações do obeso não o direcionem ao alimento e dessa forma não comprometa os demais tratamentos feitos paralelamente. E já que os próprios especialistas indicam cuidados abrangentes e que incluam diversas áreas, porque não recorrer à medicina Homeopática, que possui um leque de opções capaz de auxiliar o tratamento convencional?
Dr. Eudes J. F. Tarallo é médico homeopata
e clínico geral (11-4522-3111)