Veralice Gandia
Adoro flores, mas acho
um desperdício o exagero delas em um velório. Sempre achei horrível uma coroa de flores e pensava: será que tenho medo da morte, dos defuntos? Há algo inconsciente em mim que me incomoda ao ver uma coroa? Todas essas questões passavam pela minha mente, sem resposta, até que, lendo sobre a carta ‘celebração’ do tarô de Osho, compreendi melhor de onde vinha esse sentimento.
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O comentário da carta era o seguinte: ‘Em uma tribo de aborígenes, homens e mulheres, após um dia de trabalho, celebravam dançando a noite toda. Eles não tinham grandes posses, mas ao dançar usavam coroas de folhas e flores, num ritual legítimo de quem é rei ou rainha’. É assim que eles se sentiam – reis e rainhas –, merecedores dessa grande dádiva que é viver. Por isso celebravam, com toda a natureza. E nós já nascemos assim, herdeiros deste grande Universo. Não para explorar, conquistar algo, pois tudo isso aqui já é nosso! É só desfrutarmos!
Pena que nossa cabeça não nos deixa ver tudo isso. O acúmulo de informações negativas fez a gente imaginar que viemos ao mundo para sofrer, para lutar, que o mundo é dos espertos, de quem trapaceia. Será? Será que só seremos felizes quando conquistarmos o mundo de fora? Quantas coisas você já conquistou e depois viu que não realizou nada?
“Ah, no dia que eu tiver isso, aquilo... que meu filho se formar, aí vou celebrar, vou ser feliz”. E nisso adiamos a felicidade, atraímos doenças, desistimos de viver e aquela bendita coroa de flores não significa nada, pois não realizamos tudo o que queríamos, não vivemos e, pior, atraímos dor. Deixamos nossa cabeça cheia de preocupações governar nossa vida e o nosso ser não pode reinar, não pode existir. E a coroa de flores vem tarde, chega num momento em que não vamos mais celebrar. Portanto, lembre-se de usar sua guirlanda hoje, vá para o centro do seu ser, lá todos somos reis e rainhas.
Uma dica floral para quem está exausto de tanta atividade mental é o Floral de Bach Olive: ele serena o pensar, ordena os pensamentos, devolvendo ao corpo vitalidade e fluidez, e nos faz circular pelos caminhos do coração. E no coração, não há pobreza, é só gentileza e generosidade!
Veralice Gandia (11-4535-1310, 9677-7908) é pedagoga, terapeuta floral,
dá cursos e consultas de Florais de Bach. veralicegandia@itelefonica.com.br