Cíntia de Castro Gimenes
Em uma fase em que os
jovens buscam maior independência nas suas escolhas – e isto acontece também com a alimentação –, é necessário atenção especial para que os jovens atletas não extrapolem com alimentos inadequados.
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O consumo de uma alimentação desequilibrada, com excesso de gordura (principalmente saturada), fast food, açúcares, álcool, refrigerantes, associada ao baixo consumo de frutas e verduras, e a falta de regularidade nos horários das refeições prejudicam o rendimento e o desenvolvimento destes jovens.
Durante a infância e adolescência é necessário um aporte calórico que garanta o crescimento e desenvolvimento do indiví-duo. No caso dos atletas, nesta fase da vida, as necessidades energéticas são ainda maiores, devido ao gasto energético do exercício físico.
Esta necessidade energética acaba sendo algo muito individual, variando de atleta para atleta, mas ela pode ser estimada a partir da freqüência, intensidade e duração da prática esportiva, das condições ambientais em que a mesma é realizada e das características pessoais do atleta.
Durante as fases de treinamento mais intenso deve ser oferecida uma quantidade maior de carboidratos e proteínas, podendo ser utilizados porcentuais mais elevados dentro da faixa recomendada para cada nutriente.
A desidratação e hipertermia são fatores extremamente importantes, pois a deficiência do mecanismo de termo-regulação pode comprometer a performance e a saúde do atleta, por aumento em demasia da temperatura central. A importância de assegurar a ingestão adequada de líquidos, tanto quanto o equilíbrio eletrolítico, pode garantir a performance e reduzir os riscos de problemas associados ao calor.
Uma alimentação adequada visa manter saúde, preservar composição corporal, favorecer as vias metabólicas associadas à atividade física, armazenar energia na forma de glico-gênio, retardar a fadiga, promover hipertrofia muscular e, quando necessário, auxiliar na recuperação de lesões ou traumas eventualmente provocados pelos exercícios.
O fundamental é que na alimentação do jovem atleta a preocupação não seja apenas a melhora do rendimento esportivo, mas principalmente a garantia e manutenção do adequado crescimento e desenvolvimento.
Cíntia de Castro Gimenes é nutricionista do Espaço Agir
(11-4586-6965; cintia@espacoagir.com.br; www.espacoagir.com.br)