Na gravidez, cuidados com gengiva devem ser redobrados.


As alterações hormonais têm grande influência sobre a saúde bucal, especialmente no que se refere a doenças periodontais (da gengiva). Para a mulher, não há maior revolução hormonal do que durante a gravidez, quando os níveis de estrogêneo e de pro-gesterona aumentam de 10 a 30 vezes em relação aos níveis observados no período de menstruação. Segundo o Dr. Luiz A. Pierami, especialista em Perio-dontia, Implantes Den-tários e Reabilitação Oral, e responsável pelo Centro Odontológico de Implantes (11-4521-3288), os cuidados com a gengiva devem redobrar na gestação, e mais ainda as mulheres com histórico de doenças gengivais.

Dr. Luiz Pierami:
gengiva saudável na gestação

A ocorrência de alterações periodontais na gravidez é transitória, iniciando-se em torno do 2o mês e aumentando progressivamente do 4o ao 9o mês. Após o parto, começa a regredir, chegando à ‘normalidade’ após um ano.
Como o aumento da progesterona e do estrogêneo influencia tão significativamente a saúde periodontal? A ação do estrógeno na gengiva diminui a efetividade de defesa da região, leva a um acúmulo de água no tecido e eleva a gravidade da inflamação gen-gival, não importa a quantidade de placa bacteriana presente, explica o dr. Pierami. A progesterona elevada promove a dilatação dos microvasos da gengiva e afeta a taxa e padrão do colágeno, prejudicando a capacidade de reparação do tecido. Assim, a gengiva de uma gestante com este problema tem uma cor vermelho viva e o aspecto de ‘inchada’ (e-dema) e com aumento de volume, com tendência a sangramento ao mastigar.
No entanto, o grande vilão deste problema não são os hormônios, mas a presença de placa bacteriana – seja em quantidade pequena ou grande. “A ação dos hormônios compromete a resposta do tecido à presença da placa – ou seja, o organismo não consegue se defender da ação das bactérias. E uma espécie bacteriana em especial se prolifera rapidamente neste período, pois consegue usar esses hormônios como alimento para crescer”, diz o dr. Pierami.
Segundo ele, diversos estudos e pesquisas relacionam a presença de doenças periodontais na gravidez a partos prematuros e nascimento de bebês de baixo peso. Assim, é fundamental que a gestante cuide muito bem da saúde bucal e, se tiver histórico de gengivite, mantenha acompanhamento profissional para não comprometer nem sua saúde nem a do bebê.