Carla Zanoletti
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Carla Zanoletti é psicóloga
(11-4497-0849). |
Ultimamente as organizações têm revelado maior atenção quanto à significação e à repercussão do trabalho sobre o trabalhador, e os efeitos desta relação na instituição. Estudos demonstram que o desequilíbrio na saúde mental do profissional traz conseqüências na qualidade dos serviços prestados e no nível de produção.
A qualidade de vida no trabalho hoje é moda e muitas empresas têm profissionais que cuidam disso, pois os lucros são afetados à medida que os custos crescem com absenteísmo, auxílio-doença, reposição de funcionários, transferências, novas contratações e treinamento.
A Síndrome de Burnout passou a ter prota-gonismo no mundo laboral à medida que veio a explicar grande parte das conseqüências do impacto das atividades ocupacionais no trabalhador e deste na organização.
A definição de ‘burnout’, pela tradução, é ‘aquilo que deixou de funcionar’. É uma metáfora para significar aquilo, ou aquele, que chegou ao seu limite e, por falta de energia, não tem mais condições de desempenho físico ou mental.
O Burnout é uma síndrome que tem como característica o esgotamento físico, psíquico e emocional, em decorrência de trabalho estressante e excessivo. É um quadro clínico que resulta da má adaptação do homem ao seu trabalho.
A freqüência e intensidade dos transtornos experimentados em profissionais de áreas assisten-ciais têm se revelado maiores, indicando que o envolvimento afetivo que ocorre em algumas profissões incrementa e dá um caráter distinto às alterações experienciadas por esses profissionais.
Tratar a síndrome só por um de seus sintomas (são vários), por exemplo a depressão, seria apenas paliativo, pois os aspectos profissionais e organizacionais estariam sendo ignorados. Para um preciso diagnóstico diferencial, a fim de um tratamento mais efetivo, é primordial que se consulte um médico psiquiatra, que é o profissional mais indicado para o diagnóstico.
O Burnout é a resposta a um estado prolongado de stress e ocorre pela cronificação deste. Há programas preventivos e várias técnicas que podem ser usadas na terapia para melhor tratar a pessoa.
(Texto extraído do livro Burnout: Quando o trabalho Ameaça o bem-estar do trabalhador, de Ana Maria T. Benevides Pereira)