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Mara, Gabriel e Leandro: ampliação do atendimento depende de verba. |
O balanço de primeiro aniversário da Associação Amigo Especial (a ser comemorado agora em setembro) é mais do que positivo: dez crianças e adolescentes portadores de necessidade especial estão sendo atendidos, todos eles com melhoras significativas. Mas o resultado poderia ser ainda melhor: outras 10 pessoas estão na lista de espera e só não foram atendidas ainda por falta de verba – a entidade não tem fins lucrativos e todo o trabalho realizado é gratuito e depende de apoio financeiro externo.
Para quem ainda não conhece, a ASAE foi fundada e é presidida por Mara Scarpinelli, mãe de Gabriel, um garoto
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As crianças, em passeio à fábrica de polpas em Tatuí. |
especial, que leva uma vida normal graças a atividades desenvolvidas junto a um profissional de Educação Física. E é esse trabalho que promove junto a seu filho que Mara quis proporcionar a outras crianças, com a criação da entidade – a ASAE visa promover o desenvolvimento e qualidade de vida de pessoas portadoras de alguma necessidade especial, neurológica ou física, preparando-as para viver em sociedade, com atividades que possam ajudá-las a se desenvolver nos mais variados aspectos.
“Cada criança tem um amigo, profissional de Educação Física ou fisioterapeuta, que a acompanha uma vez por semana, durante quatro horas, nas mais diversas atividades”, explica Mara. E, neste primeiro ano de trabalho, além de passeios a parques, cinema, teatro, shopping, eles visitaram também o Corpo de Bombeiros, uma fábrica de polpa de frutas em Tatuí, e participaram de shows de música e de dança, fora as atividades realizadas na sede da associação.
Segundo Leandro Tre-visi, o amigo de Gabriel e coordenador do projeto, o desenvolvimento das crianças neste ano foi muito grande. “Com o estímulo certo para as necessidades de cada um, a resposta é melhor e maior”, diz ele. “E todos os pais estão felizes com o trabalho, pois notaram a diferença em seus filhos, tanto na parte física quanto na emocional”.
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Pausa para o descanso:
vida normal pra garotada. |
Gabriel, que aos 19 anos cumpre o papel de relações públicas da entidade, também não fica de fora da entrevista, e conta que a associação precisa de verbas para poder atender as outras crianças e adolescentes que estão na fila de espera. Ele e Leandro são os responsáveis por levar o projeto a empresários e à população em geral, mostrando a importância do trabalho realizado.
Segundo Leandro, cada criança tem um custo médio de R$ 800,00, pois todos os gastos – do pagamento ao profissional às atividades e passeios e alimentação – são bancados pela entidade, que atende qualquer criança e adolescente, independentemente de classe social. “Temos condições de atender um número grande de pessoas desse público especial; só nos falta a verba necessária para tanto”, ressalta.
Quem quiser colaborar com a ASAE pode fazer sua doação diretamente na sede da entidade, que funciona à rua Vitório Cardoso Si-queira, 47, Vila Rami, das 9h às 12h e das 13h às 17h (o telefone é 11-4607-7500), ou por meio de depósito no Banco Real, agência 1202, conta corrente 4004688. Todo e qualquer valor será muito bem-vindo e permitirá que a associação estenda o atendimento a muitos outros portadores de alguma necessidade especial. Junte-se a Gabriel e seus amigos para ajudá-los a vencer seus desafios!