Dra. Rosana Passador Rossi
Halitose (mau hálito) é
um desequilíbrio do organismo, que afasta o indivíduo da vida social. Ninguém gosta de perceber o mau hálito nos outros, mas não tem coragem de abordar o assunto.
A halitose pode ser provocada por 60 fatores diferentes: prisão de ventre, diabetes, uso de alguns medicamentos, fu-mo, queda na produção de saliva e doenças nas gengivas são os mais freqüentes. Algumas doenças graves como leucemia, câncer de estômago e sífilis podem provocar o mau hálito. Pessoas que passam por cirurgia de estômago também estão propensas a ter halitose (e cáries), pois ela modifica o pH da saliva, assim com regimes de emagrecimento, pois as pessoas ficam muito tempo sem comer, ocasionando aumento do número de bactérias da boca. Mas, independentemente da causa, a halitose tem tratamento.
As dúvidas mais freqüentes sobre halitose são:
Uma pessoa pode ter mau hálito e não sentir cheiro? Pode, sim, devido a uma condição que chamamos de fadiga olfatória, em que nos acostumamos aos odores constantes. Pessoas com mau hálito não sentem o cheiro da própria boca.
Sempre acordo com cheiro ruim na boca. É normal? Sim, isso ocorre devido ao acúmulo de decomposição de células que reveste a nossa pele, mais a flora presente na saliva. Após tomar café da manhã e escovar os dentes, o normal é o mau cheiro passar. Caso persista, é necessário tratamento.
Os produtos anunciados como líquidos para bochechos ou chupar balas de menta resolvem o problema? Não. Eles apenas mascaram o cheiro por alguns minutos. É necessária uma avaliação pelo dentista com testes para localizar as causas, que podem ser mais de uma, e indicar o tratamento adequado.
PREVENÇÃO
Como a maioria das halitoses tem causas bucais, o primeiro passo para evitar o problema é ter uma higiene bucal impecável, com uso de escova de dentes, creme dental com flúor e fio dental. Algumas medidas evitam o sur-gimento do mau hálito. São elas: evitar intervalos superiores a 3 ou 4 horas entre as refeições; não praticar exercícios físicos em jejum completo; tomar pelo menos 2 litros de água por dia; não utilizar soluções para bochecho que contenham álcool; evitar consumo de bebidas alcoólicas além do uso social; não fumar; evitar o consumo excessivo de café ou chá mate; evitar alimentos com cheiro muito forte (alho cru, por exemplo).
TRATAMENTO
Na primeira consulta, iniciamos a realização de exames para descobrir quais as causas do mau hálito, como anamnese, exame clínico, exame físico, avaliação periodontal, orientação sobre a higiene oral, orientação sobre dieta x mau hálito, prescrição de tratamento.
A pessoa sai desta consulta tratando o hálito, que normalmente apresenta melhora em poucos dias. Das 60 causas que podem provocar o mau hálito, a grande maioria pode ser eliminada completamente.
Dra. Rosana Passador Rossi (4526-1441) é cirurgiã-dentista