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Albertina: método
pode ser
aplicado em empresas |
O método não é novo, mas só
há pouco tempo vem sendo mais divulgado e atraindo mais e mais
pessoas em busca de resolução de problemas. A Constelação
Familiar e Empresarial – Visão Sistêmica traz um
‘novo’ enfoque na análise do comportamento e dos
relacionamentos, especialmente os familiares. Quem explica aqui o
que é a Constelação é Alberti-na Rodrigues
de Godoy (4584-2565), terapeuta sistêmica e consultora pessoal
e empresarial, especialista em Programação Neurolingüística.
O que é Constelação Familiar?
É um método criado por Bert Hellinger, psicanalista,
filósofo, teólogo e pedagogo alemão, que trabalhou
por 16 anos como missionário de uma ordem católica e
com dinâmica de grupo, terapia primal, análise transacional
e métodos hipnoterapêuti-cos. Ele observou em seu trabalho
que há padrões de comportamento, de doenças,
de relacionamento, vícios, problemas financeiros etc. que se
repetem nas famílias e, a partir dessa constatação,
desenvolveu sua própria terapia sistêmica, hoje conhecida
como Constelação Familiar.
Ele atendia um menino, na África, usando a teoria do script,
em que o paciente conta a história que mais o marcou. O menino
disse que era a história de Otelo, surpreendendo Hellinger:
como era possível aquela criança africana conhecer essa
história? E o menino contou que o avô matara a esposa.
Com mais pesquisas, o psicanalista constatou que há forças
dentro das famílias que vão além da consciência
pessoal e que, mesmo que a pessoa tenha conhecimento de um fato grave
ocorrido na família, não consegue sair desse padrão.
São forças que estão além da vontade de
superar o problema, por mais recursos que essa pessoa ou sua família
procure para saná-lo.
Como funciona o método?
Há uma contribuição do método fenomeno-lógico,
pois outras pessoas participam do processo como representantes de
membros da família do constelando, e também da Programação
Neurolingüística, da parte do terapeuta sistêmico.
O objetivo da Constelação, familiar ou empresarial (uma
empresa é um sistema, como um hospital ou escola), é
devolver a ordem a uma situação de desordem.
A energia que aparentemente traz a desordem é a mesma que traz
a ordem – a desordem aparece para chamar a atenção
para o problema que precisa ser olhado, reconhecido. A grande contribuição
de Hellinger foi desvendar (tirar o véu) o que estava encoberto.
Ele ‘descobriu’ que há leis (ordens do amor) que
regem o sistema e que os problemas ocorrem porque não foram
respeitadas.
A 1a lei é a da Pertinência: o reconhecimento de que
todos os familiares pertencem ao sistema. Se uma pessoa é excluída
pela família por algum motivo (crime, alcoolismo, suicídio,
problemas mentais etc.), o sistema ‘cobra’ o reconhecimento
dessa pessoa como membro da família.
E essa cobrança ocorre afetando membros de gerações
futuras com o mesmo padrão de comportamento do excluído.
Uma pessoa de uma geração posterior reproduz comportamentos
do excluído (agressividade, alcoolismo, casamento mal-sucedido,
problemas financeiros etc.), adota sentimentos (isolamento, rejeição).
E o padrão vai se repetindo até que alguém reconheça
e honre aquele antepassado excluído. A 2a lei é a da
Hierarquia: quem vem depois não tem o direito de criticar,
julgar ou se sentir maior do que o que vem primeiro (ex.: um filho
mandar no pai). É o respeito à ordem de chegada dos
membros da família, inclusive entre irmãos. A 3a lei
é a do Dar e Receber – o equilíbrio na troca.
Desde meu primeiro contato com a Constelação, o que
ficou mais forte é que, quando estamos na posição
adequada, temos força, tudo flui harmoniosamente, há
menos conflitos, mais lucidez.