A dança saiu das ruas e, sem discriminar idade, chegou à
academia. Com movimentos sincronizados de pernas, ombros, braços
e cabeça, o street dance (dança de rua) trabalha ritmo e
coordenação motora e proporciona ótimo condicionamento
físico.
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| Dança de rua, atividade física
para todas as idades. |
A procura pelo estilo cresceu muito nos últimos anos: as aulas
de street dance estão entre as mais concorridas, com alunos todas
as idades, de crianças a jovens senhoras de 60 anos. Para muitos,
a dança de rua é um estilo de vida; para outros, uma religião
e, para outros tantos, uma prazerosa atividade física, que proporciona
bem-estar e corpo em forma.
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Movimentos sincronizados
estimulam coordenação motora |
Para André Ramalho, professor do Studio Wellness (4522-7176),
a dança de rua é antes de tudo uma arte, que apresenta
muitos benefícios: desenvolve a coordenação motora
e a criatividade, melhora a flexibilidade, aumenta a auto-estima e a
auto-confiança. “A dança de rua trabalha corpo e
mente”, diz ele.
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| Aula sem
rotina, com coreografias diferentes em cada estilo. |
E na dança de rua não há rotina – os estilos
são muitos e as coreografias variam de música para música.
B. boying, Breaking, Free Style, Popping, House e Locking são
os estilos valorizados pelas músicas específicas para
sua prática e pelos movimentos rápidos e fortes, que formam
coreografias muitas vezes acrobáticas.
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André:
dança de rua é uma arte. |
E, garante André, não é difícil aprender
a dançar. “Na primeira aula o aluno já consegue
fazer os movimentos e em dois meses já domina os movimentos básicos”,
conta ele. “E o mais gostoso é ver como a dança
de rua une as pessoas de todas as idades, que acabam formando uma família
que se respeita e aprende que, dentro da dança, assim como na
vida, um complementa o passo do outro”.
EM FAMÍLIA
Rosa tem 34 anos; sua filha, 10 anos; sua mãe, 62. E todas fazem
dança de rua no Studio Wellness. “Sempre gostei de dançar
e me encontrei na dança de rua” conta ela, que já
faz apresentações junto com a filha. Unida, a família
leva a dança aos jovens nas comunidades, mostrando a eles tudo
o que a atividade oferece de bom.
Outra aluna da academia, Renata, 26 anos, dança junto com os
três filhos, de 9, 8 e 5 anos de idade. “As crianças
começaram a me acompanhar nas aulas e tomaram gosto. E levam
a dança a sério”.
O professor André conta que a dança de rua entra no sangue
de quem a pratica e não sai mais. Assim como aconteceu com Renata
e seus filhos, Rosa e sua família, e todos aqueles que também
fizeram da dança de rua sua atividade física predileta.