Produto de origem animal, a gelatina é rica em proteína
colagênica, que possui nove dos dez aminoácidos essenciais
para o bom funcionamento do corpo humano. Por ser resul-tante da extração
de colágeno – proteína presente predominantemente
na pele, ossos, cartilagens, tendões e tecido conjuntivo –
os ami-noácidos e peptídeos que compõem a gelatina
beneficiam cabelos, unhas e articulações.
Uma sobremesa nutritiva e pouco calórica, a gelatina é
um alimento leve e saudável. Segundo o presidente da Associação
Brasileira de Nutrologia, ABRAN, dr. Durval Ribas Filho, médico
nutrólogo, se associada a outras proteínas, como as presentes
nos ovos e carne, a gelatina é essencial num cardápio
balanceado. “A gelatina possui apenas 7,5 kcal e 40 mg de sódio”,
diz ele. “Além disso, ela tem um elevado índice
de digestibilidade, que é de cerca de 95%”.
Para o médico nutrólogo, a tabela nutricional do composto
diz tudo: são pelo menos 85% de proteínas, 12% de água,
2% de sais minerais e 1% de carboidrato. Não contém gordura,
co-lesterol, nem conservantes. “Isso significa que, além
da sobremesa, ela pode ser um complemento e um suplemento alimentar”,
ressalta.
Segundo o dr. Durval, o colágeno hidrolisado, um tipo especial
de gelatina, tem sido um dos antídotos utilizados no retardamento
das ações que o tempo causa na pele. Estudos mostram que
a ingestão diária de 10 gramas desse composto pode aumentar
a elasticidade e diminuir a degradação cutânea.
“Como a gelatina é um ingrediente derivado da pele de alguns
animais, ela incita a formação e retarda a degradação
do colágeno no organismo, o que tem se mostrado útil na
renovação dos ossos e na prevenção de doenças
como osteoporose e osteoartrites”, explica o nutrólogo.
Novos estudos têm demonstrado importante potencial da gelatina
e derivados na prevenção de dores e inflamações
articulares, bem como na prevenção e reposição
de células da densidade óssea.