Gestação zen

     

    A ioga é uma boa alternativa para o bem estar geral da gestante. Além da comprovada eficácia da ioga como prática de exercícios, ela favorece um parto mais tranqüilo e favorece o bem-estar da mãe e do bebê.

    Segundo a educadora física Daniela Bonassi (4587-8613), que está no sétimo mês de gestação, os próprios obstetras, quando a gravidez é normal, aconselham a futura mãe a praticar ioga a partir do terceiro mês. “Além do bem-estar físico, a grávida terá uma grande oportunidade de entrar em contato com o mundo das sensações que, nesta fase, podem ser um pouco confusas”, diz ela.

    Daniela: bem-estar geral da gestante.

    Os alongamentos feitos durante a ioga permitem uma distribuição melhor de peso, poupando a coluna dos esforços. Os exercícios localizados vão, ao mesmo tempo, tonificar e amaciar o assoalho pélvico, estimular a digestão e o trabalho dos órgãos internos, desa-celerar o sistema nervoso, afastar as crises de ansiedade, trazendo paz e serenidade.

    Daniela explica que, graças à respiração profunda, que eleva a taxa de oxigênio no sangue, ao relaxamento e às visualizações positivas, a mãe acaba se auto-ajudando e encarando todas as mudanças causadas pelo nascimento de um novo ser na família. E o bebê também vai crescer e se desenvolver em uma atmosfera de paz e serenidade.

    Segundo Daniela, estudos comprovam que as práticas de ioga e meditação durante a gravidez aliviam as dores do parto, e permitem dar à luz naturalmente. “Para que isso ocorra, corpo e mente têm que ser bem trabalhados durante os nove meses”, ressalta. “A ioga também ajuda no pós-parto, com recuperação mais rápida e, após a liberação do obstetra, a mamãe deve voltar às aulas”.

    A educadora física explica que é importante que a prática seja bem orientada por um profissional com especialização em gestantes e que conheça todas as mudanças de cada fase, pois o trabalho requer atenção e dedicação de ambas as partes.

    As aulas de ioga para gestantes são feitas de duas a três vezes por semana, podendo ser individuais, em dupla ou no máximo em grupos de quatro alunas. “Os exercícios são específicos para gestantes e apropriados às fases e mudanças”, diz Daniela.

    “Durante as aulas, são associados também exercícios de Pilates, usando a bola para fortalecer o períneo (região de sustentação), muito utilizado na hora do parto”.

    Confira algumas das muitas razões para praticar ioga na gravidez: ativa a circulação venosa, estimula a circulação linfática, prevenindo inchaço nas pernas; ensina e prepara para o relaxamento da hora do parto; reduz o risco de cirurgia (episiotomia e cesárea).