FISIOTERAPIA E CÂNCER DE MAMA - É hora de começar a viver


O número de mulheres com diagnóstico de câncer de mama cresceu muito nos últimos anos e a retirada da mama afetada faz-se necessária em grande parte dos casos. Nesse processo, a mulher fica fragilizada, com a auto-estima abalada, além de apresentar problemas de dor e limitação de movimento do ombro e problemas de postura. A fisioterapia cumpre importante papel junto às mulheres com câncer de mama, pois além de instituir tratamento precoce, minimizando seqüelas, evita complicações pós-operatórias e reintegra o paciente no âmbito biopsicossocial.

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Segundo a fisioterapeuta Regina Cruz (4521-6103), o tratamento fisioterápico começa logo que a paciente tenha o diagnóstico médico. “O objetivo da fisioterapia é o melhor e mais rápido restabelecimento das pacientes submetidas à cirurgia de mama, seja ela mastecto-mia simples ou total, tumorectomia ou qua-drantectomia”, explica. “O trabalho começa antes da cirurgia, com orientação à paciente e seus familiares, tem sequência no hospital, já no primeiro dia após à operação, e continua após alta hospitalar, sempre envolvendo paciente e sua família”.

A fisioterapia trata a paciente da dor e restrição do movimento do ombro, do inchaço do braço no lado operado, da falta de sensibilidade da parte superior e interna do braço com exercícios terapêuticos específicos dependendo do tipo de cirurgia, da extensão da doença e características individuais de cada paciente. Mas o trabalho de Regina vai mais longe: ela dá orientações sobre rádio e quimioterapia, nutrição, sexualidade, sobre o melhor tipo de prótese e muito mais. “Temos um programa completo que visa atender tanto pacientes recém-operadas, quanto aquelas com mais tempo de cirurgia que ainda apresentam dificuldades em suas atividades de vida diária e em seu trabalho”, diz Regina.

Além de tratamento fisioterápico propriamente dito e de toda orientação, Regina Cruz tem toda uma linha de produtos para o total restabelecimento psicológico e social da mulher: são próteses mamárias de vários modelos (cada tipo de cirurgia vai exigir um tipo de prótese, existindo inclusive as próprias para piscina), soutiens para o dia-a-dia e rendados; maiôs para natação e praia, biquínis, camisetes, roupa de ginástica, lenços, turbantes, perucas. “Atualmente, a mulher que passa por cirurgia de mama tem todo um arsenal à sua disposição, que vai lhe permitir o resgate da auto-estima e uma ótima qualidade de vida”, ressalta a fisioterapeuta.

PREVENÇÃO
A prevenção é fundamental quando o assunto é câncer de mama, explica Regina Cruz. As mamas devem ser examinadas uma semana depois da menstruação e, após a menopausa, no primeiro dia de cada mês. ”O auto-exame é simples e detecta o câncer em seu estágio inicial, quando a possibilidade de cura é grande”, diz.

No banho, com dedos esticados, pressione suavemente toda a superfície da mama, procurando alguma saliência, caroço, ou espessamento. Utilize a mão direita para examinar a mama esquerda e a mão esquerda para examinar a mama direita. Em frente ao espelho, com os braços caídos ao lado do corpo e também com os braços para o alto, procure modificações no formato das mamas – inchaço, depressão da pele ou alterações no mamilo de cada mama.

Deitada, procure nódulos: coloque a mão direita atrás da sua cabeça e com a mão esquerda e os dedos indicador e médio esticados, pressione suavemente a mama direita, com movimentos circulares, na periferia da mama, terminando no mamilo. Repita o mesmo procedimento para examinar a mama esquerda. Procure secreção do mamilo, apertando suavemente o mamilo de cada mama, com os dedos polegar e indicador. A qualquer sinal anormal, o médico deve ser procurado.