Meditação: mente alerta, coração em paz.
Maria Helena Godoy Oliveira

    Aprática regular e constante da meditação desenvolve um estado de presença capaz de transformar o cotidiano por meio de uma mente alerta e um coração em paz. Pesquisas mostram que um curto programa de treinamento para meditar apresenta efeitos sobre o cérebro e o sistema imunológico e estudos têm sido desenvolvidos com o intuito de aprofundar os conhecimentos hoje disponíveis sobre possíveis resultados desta prática milenar na recuperação de pessoas sob tratamento médico em decorrência dos mais variados fatores, desde distúrbios como o stress até situações mais críticas que requerem longos períodos de hospitalização.

    E o que devemos fazer para obter esses benefícios?

    Dizem-nos: “Meditar é fácil: basta você parar, sentar-se confortável, respirar e não pensar em nada”. Mas você já experimentou? Obteve sucesso?

    Ainda que cuidadosamente preparemos o ambiente – telefone, computador e TV desligados, a melhor almofada, aquela esteira especial, um mântra recebido de um grande mestre, o incenso escolhido com esmero – começamos respirando regularmente. A porta está fechada. Tomamos o cuidado de avisar a todos em casa desse nosso momento particular ou de escolher um em que estejamos sozinhos, tendo a certeza de que não seremos interrompidos. Os papéis sobre a mesa podem esperar. Temos uma preciosíssima meia hora para apenas ser. O que acontece a seguir? É uma confusão geral, conforme nos diz o texto de D.Lawrence Freeman, meditante de longa data em um de seus mais belos livros.

    No mínimo, surgem em sua mente pensamentos do tipo “com tanta coisa que tenho para fazer, como posso ficar aqui parado?”. Para não falar da dor nas costas que logo começa a incomodar por não estarmos acostumados a ficar quietos, com a coluna ereta e, ao mesmo tempo, relaxados.

    Entretanto, como tudo na vida, sempre é possível aprender. Mas precisamos treinar. Sabemos que a prática constante e regular da meditação traz inúmeros benefícios fisiológicos.

    A prática da Meditação foi desenvolvida ao longo dos tempos pelas mais variadas culturas, não apenas como técnica de atenção ou de concentração, mas também como prática que aponta numa dimensão de crescimento espiritual.

    Analisando as técnicas, vemos que elas diferem umas das outras, mas regra geral, todas foram, e ainda são, consideradas instrumentos indispensáveis para familiarizar o homem consigo e com o Universo.

    Maria Helena Godoy Oliveira é graduada em Biologia (PUCCamp), pós-graduada em Yoga (UniFMU) e multiplicadora do curso “Atenção e Concentração nas Práticas Meditativas”, na academia Padma.